Na década de 1960, foi conferido à língua brasileira de sinais o status linguístico. Diferentemente do que se imagina a língua de sinais não é universal, pois varia dependendo da comunidade, território, país… Podemos dizer que “o que é universal é o impulso dos indivíduos para a comunicação e, no caso dos surdos, esse impulso é sinalizado.”
A língua de sinais dos surdos é natural, pois evolui como parte de um grupo cultural do povo surdo. Possui gramática onde, por exemplo, a orientação e a configuração da mão podem mudar o significado do sinal, assim como apenas uma letra pode diferenciar significativamente uma palavra nas línguas orais.
As mãos não são o único veículo usado nas
línguas de sinais para produzir informação lingüística. Os surdos fazem
o uso extensivo de marcadores não manuais como, por exemplo, as
expressões faciais que se tornam importantes elementos gramaticais
compondo a estrutura da língua.
A língua de sinais tem estrutura própria, é autônoma e independe de
qualquer língua oral em sua concepção linguística. Cada língua de sinais
tem suas influencias e raízes históricas a partir de línguas de sinais
especificas. Há poucos documentos registrados por surdos, e sobre os
surdos, que possam fornecer informações sobre a origem e o
desenvolvimento das línguas de sinais entre surdos. Porém é importante
dizer que a coabitação da maioria das línguas de sinais com as línguas
orais faz com que empréstimos, alternâncias e trocas linguísticas
aconteçam, inevitavelmente.
Fonte: Psicóloga Daiana Gallas
https://psidaianagallas.wordpress.com/2013/01/17/libras-e-lingua/


Muito bem!!
ResponderExcluirAbraço sinalizado,
professora Priscila Festa
O que significa o último sinal?
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