domingo, 22 de novembro de 2015

APRENDENDO SOBRE SURDEZ

SURDEZ


A audição é o sentido que mais nos coloca dentro do mundo e a comunicação humana é um bem de valor inestimável. Costuma-se não perceber a importância da audição em nossas vidas a não ser quando começa a faltar a nós próprios. A surdez, por ser um defeito invisível, não recebe da sociedade a mesma atenção que é dada a portadores de outras deficiências. O deficiente auditivo tende a se separar de outras pessoas, trazendo para si as consequências do isolamento. A dificuldade maior ou menor que ele tem para ouvir e se comunicar depende do grau de surdez, que pode ser leve, moderada, severa e profunda.   

Graus de surdez: Como se ouve?   

Nas perdas auditivas de grau leve os pacientes costumam dizer que ouvem bem, mas, às vezes, não entendem o que certas pessoas falam. Para haver uma boa comunicação temos que ouvir e entender. Não basta somente ouvir. Um teste de audição (audiometria) vai revelar se há, de fato, alguma deficiência auditiva. Nas perdas auditivas de grau moderado para severo, os sons podem ficar distorcidos, e na conversação as palavras se tornam abafadas e mais difíceis para entender, principalmente quando as pessoas estão conversando em locais com ruído ambiental ou salas onde existe eco. O som da campainha e do telefone tornam-se difíceis de serem ouvidos; o deficiente auditivo pede a todo momento que falem mais alto ou que repitam as palavras.
Nas perdas auditivas profundas existe apenas um resíduo de audição. O deficiente ouve apenas sons intensos ou percebe somente vibrações. Crianças com problemas de audição terão dificuldades no desenvolvimento da linguagem. Se a criança estiver ouvindo mal, o aprendizado na escola será mais difícil. 

Como o ouvido é dividido:
  
- Ouvido externo: pavilhão auricular, conduto auditivo e tímpano.
- Ouvido médio: os 3 ossinhos (martelo, bigorna , estribo), abertura da tuba auditiva. A função da tuba auditiva é manter o arejamento da cavidade do ouvido médio.
- Ouvido interno ou labirinto, é formado pela cóclea (audição) e aparelho vestibular (equilíbrio). 









O ouvido é dividido em três partes: externo, médio e interno. O ouvido externo é formado pelo pavilhão auricular e canal auditivo com a membrana timpânica no fundo do canal. No ouvido médio estão os três ossículos (martelo, bigorna, estribo) e a abertura da tuba auditiva. O ouvido interno também chamado de labirinto é formado pelo aparelho vestibular (equilíbrio) e cóclea (audição). O som chega ao cérebro através do nervo coclear.  

Tipos de surdez
 
- Condução
- Percepção
- Mista
 
A perda auditiva pode ser de condução quando existe um bloqueio no mecanismo que conduz o som desde o canal auditivo até o estribo.
Algumas causas importantes de surdez de condução: 

- Acúmulo de cera no canal do ouvido.
- Perfuração no tímpano.
- Infecção no ouvido médio.
- Lesão ou fixação dos pequenos ossinhos (martelo, bigorna, estribo).
 
A surdez de percepção ou sensorioneural (lesão de células sensoriais e nervosas) é aquela provocada por problema no mecanismo de percepção do som desde o ouvido interno (cóclea) até o cérebro. Algumas causas importantes de surdez de percepção ou sensorioneural: 

- Ruído intenso é causa frequente de surdez. Intensidades de som acima de 80 decibéis podem causar perdas auditivas induzidas pelo ruído (PAIR). As lesões no ouvido interno podem ocorrer após uma exposição simples ao ruído ou após exposições prolongadas de meses ou anos. Exemplos de ruídos mais comuns causadores de surdez: máquinas industriais, armas de fogo, motocicletas, máquinas de cortar grama, música em volume alto, estouro de foguetes.                                                      -Infecções bacterianas e virais, especialmente rubéola, caxumba e meningite.
- Certos medicamentos como alguns antibióticos, ácido acetilsalicílico e outros.
- Idade. A perda auditiva gradual devido ao fator idade, denominada presbiacusia, é uma ocorrência quase habitual nos idosos. A deficiência auditiva abrange cerca de 30 por cento nas pessoas acima de 65 anos e 50 por cento acima de 75. A presbiacusia é a causa mais comum de surdez e provavelmente resulta de uma combinação de vulnerabilidade genética, doenças e/ou distúrbios metabólicos ( diabete, por exemplo) e exposição a ruídos. É um processo degenerativo de células sensoriais do ouvido interno e fibras nervosas que conectam com o cérebro.
- Surdez congênita. Quando uma criança nasce surda a causa pode ser hereditária (genética) ou embrionária (intra-uterina). Entre as causas intra-uterinas mais freqüentes estão a rubéola, sífilis, toxoplasmose, herpes, alguns tipos de vírus e certos medicamentos usados na gestante.
-Variação de pressão no líquido do ouvido interno pode ocasionar perda gradativa da audição; esta alteração é chamada doença de Menière e vem acompanhada, em sua forma clássica, de vertigem e zumbido.
-Tumores benignos e malignos que atingem o ouvido interno ou a área entre o ouvido interno e o cérebro podem causar surdez, como por exemplo, o neurinoma, colesteatoma,glómus, carcinoma.

A surdez é mista quando ambos mecanismos (condução e percepção) estão alterados.  
Como o médico faz o diagnóstico?  


Como o médico faz o diagnóstico?
O tipo de surdez e o diagnóstico é feito através da história do paciente, exame do ouvido e testes com instrumental especializado. O exame complementar mais importante e indispensável é a audiometria.  
Muitas vezes a surdez vem acompanhada de tontura e zumbido. Nestes casos, investiga-se também o labirinto (a parte do equilíbrio) e o sistema nervoso relacionado com as queixas.
O exame por imagem como a ressonância magnética (RM) pode ser necessária quando há suspeita de tumor.  
Como é o tratamento?  
O tratamento da surdez depende da causa. Alguns exemplos de surdez e respectivos tratamentos:
  • - Se a perda auditiva for devido a um acúmulo de cera no canal do ouvido, o médico simplesmente fará a remoção com o instrumental do consultório.
  • - Nas perfurações timpânicas e nas lesões ou fixação dos ossículos (martelo, bigorna, estribo), o tratamento é cirúrgico.
  • - Nos casos de secreção acumulada atrás do tímpano (otite secretora) por mais de 90 dias, a cirurgia também está indicada.
  • - Na doença de Menière (surdez, tontura, zumbido), o tratamento é clínico e, às vezes, cirúrgico.
  • - Em casos de tumores, o tratamento indicado pode ser essencialmente cirúrgico, radioterápico ou radio cirúrgico.
 
Aparelhos auditivos   



A grande maioria dos pacientes com surdez se beneficia com o uso dos aparelhos auditivos convencionais, cuja função é amplificar os sons. Para outros que não podem usar os aparelhos auditivos convencionais, ou que se beneficiam pouco com eles, estão indicados os aparelhos eletrônicos cirurgicamente implantáveis.
Para pacientes com surdez severa-profunda, que não se beneficiam com nenhum desses aparelhos, está indicado o implante coclear. Os implantes cocleares são sistemas eletrônicos implantados cirurgicamente, que têm a função de transmitir estímulos elétricos ao cérebro através do nervo auditivo. No cérebro, esses estímulos elétricos são interpretados como sons.   

Como se previne?   

Na metade do último século, houve um grande avanço na otologia e na prevenção da surdez. Infelizmente, este avanço não é universal. Pelo menos, um terço da população mundial não é beneficiada por causa da extrema pobreza em que vive.  
A prevenção nas pessoas expostas a ruídos intensos, em geral os trabalhadores da indústria pesada, se faz atuando-se sobre a fonte emissora, ou protegendo-se cada trabalhador com o uso de protetores-abafadores colocados nos ouvidos.
A prevenção da surdez hereditária é feita através do aconselhamento genético aos pais. Cuidados médicos no período pré-natal previnem surdez na criança que vai nascer. Doenças como a rubéola, sífilis e toxoplasmose na gestante são exemplos de doenças que podem causar surdez e outras anomalias. Toda mulher, especialmente dos 15 aos 35 anos, deve vacinar-se contra a rubéola. A vacinação é simples e altamente eficaz. Cuidado deve haver também com remédios tóxicos ao ouvido da criança e que são administrados na gestante.
Após o nascimento, a audição da criança pode ficar comprometida por certas doenças infecciosas como meningite, caxumba ou sarampo, contra as quais existe vacinação eficaz. Cuidado novamente com alguns remédios, especialmente certos antibióticos que podem lesar o ouvido da criança. Com os progressos da ciência e tecnologia o diagnóstico de surdez numa criança pode ser feito desde o nascimento. Se há suspeita, a consulta médica deve ser imediata. O tratamento da criança surda deve ser iniciado cedo, já nos primeiros meses. Quanto antes for iniciado o trabalho de habilitação na criança surda, melhor será o aproveitamento na aquisição da linguagem.   

Como a surdez evolui?   

A evolução da surdez depende do tipo (condução ou percepção) e da causa. Casos existem em que a audição é totalmente recuperada com medicamentos, cirurgias ou aparelhos auditivos. Exemplos: otites, perfurações do tímpano, fixação dos ossículos. Se houver uma perda auditiva devido à exposição a ruídos acima do limite tolerável (80 decibéis), a audição pode retornar ao normal em 24 horas. Entretanto, se essa exposição for repetitiva, a lesão causada no ouvido interno poderá ser definitiva e a surdez, irreversível. Nas crianças com otite média e perdas auditivas, a audição tende a normalizar com tratamento adequado. Na presbiacusia (surdez do idoso) e na perda auditiva por certos medicamentos de uso contínuo, a surdez tende a aumentar gradativamente.    

SURDOS RELATAM AS DIFICULDADES DO DIA A DIA

                        Cleide com os filhos Marcelo e Mauricio: Todos na família são surdos

Fazer compras, ir a uma consulta médica, acompanhar o desenvolvimento do filho na escola, realizar uma operação bancária são tarefas comuns e fáceis para a maioria da população.
Para os surdos se trata de um desafio e tanto, já que são poucas as pessoas que aprenderam libras, a linguagem brasileira dos sinais, e conseguem se comunicar com eles. 
Cinco mulheres surdas atendidas pela Apaspi (Associação do Pais e Amigos dos Surdos de Piracicaba) falaram das suas principais dificuldades.
E é necessário fazer a mea-culpa: precisamos da ajuda de Denise Cássia Lourenço, supervisora pedagógica da entidade, para produzir esta reportagem.

É a dificuldade de comunicação (ou a total falta dela) a grande barreira para os surdos. Por conta dela, Débora Milani, 37, teve um casamento conturbado, que teve de ser desfeito.
O marido, que era ouvinte (assim eles classificam quem ouve e fala), não a entendia.
"Os ouvintes falam, falam e a gente não ouve. Meu marido esquecia que eu era surda. Não teve compreensão", resumiu ela que, para se divorciar, teve de levar Denise para explicar a situação ao advogado. "Denise é uma guerreira", elogia Idinete Claudio de Souza, 44. 

E Idinete faz a afirmação porque valoriza quem possa estabelecer algum canal de entendimento entre ela e outras pessoas.
Quando Idinete foi ter seu bebê, ninguém da equipe médica falava libras e, para o seu desespero, passou pelo procedimento sem nenhuma explicação, nenhuma palavra que a tranquilizasse.
Única surda na família, se sentia excluída das conversas em casa, já que ninguém se esforçou para aprender a se comunicar com ela, problema que também atingiu Jucilene dos Santos Pamplona, 26.
Segundo Denise, essa rejeição é muito comum nas famílias, que querem a todo custo que o surdo fale.
Idinete casou e se separou, sentiu o preconceito de homens com quem pensou em se relacionar e hoje está feliz, já que namora um ouvinte disposto a aprender libras para ficar com ela.

Silêncio em casa 

Por mais irônico que possa parecer, o fato de toda a família ser surda na casa de Cleide Aparecida Rafael, 37, é o que faz com que haja comunicação e paz entre eles. Ela, o marido e dois filhos, de 6 e 4, Marcelo e Mauricio, não ouvem nada. Só a filha Mônica, de 11 anos, ouve um pouco.

Cleide nasceu surda e não teve muitas oportunidades de inclusão. Foi pouco à escola, por exemplo. E isso ela não quis para os filhos, que desde bebês receberam todo o atendimento necessário e frequentam creche e escola normal em busca da inclusão.

A inclusão também foi decisiva na vida e carreira de Rosângela Alves Ramos, 34.

Ela começou a frequentar a Apaspi desde bebê, levada pela mãe, se comunica com facilidade até com quem não sabe libras e é a professora da linguagem de sinais das crianças da Apaspi, que foi criada há 37 anos, atende 55 pessoas de 0 a 18 anos e existe graças às contribuições da comunidade, a renda de eventos e verba pública.

Desenho universal 

A arquiteta Palloma Campello, que trabalha há dois anos a questão da acessibilidade de pessoas com deficiência, admite que há uma preocupação maior com o cadeirante.

"É mais fácil e comum assegurar acessibilidade e adaptar o que já é conhecido e visto por muitas pessoas ao longo dos anos - barras nos banheiros, rampas, etc", diz.

Para ela, engenheiros, arquitetos e empreendedores são dirigidos a uma vertente onde "manda quem pode, obedece quem tem juízo".
"Se, de uma forma genérica, sou contratado para executar o serviço X, não devo incorporar Y, uma vez que gera custo, mão de obra, materiais. Acredito que seja mais uma falha na educação cívica que qualquer outra coisa", critica.

"Quando aprendermos que deficiência é deficiência e ponto, sem discriminação em qualquer área, os projetos serão pensados de uma forma plena, atendendo a todos os requisitos, em desenho universal, sendo útil para qualquer pessoa, de forma orgânica, como colocar janela já que precisamos respirar", analisa.

Entre as principais adaptações para deficientes auditivos, Palloma enumera a sinalização visual clara e intuitiva; sinalização luminosa para todos os casos onde a sonora se enquadre, tanto de alerta, quanto emergência; sinalização visual ou vibratória em aparelhos; sistemas intranet para comunicação em empresas; intérprete de libras e telefone para surdos.

Ações

Na luta pelos direitos das pessoas com deficiência desde o seu primeiro mandato - este é o terceiro - o vereador André Bandeira (PSDB), que é cadeirante, solicitou a criação de uma central de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e guias para pessoas com deficiência auditiva e surdos/cegos.

"É de extrema importância que este tipo de serviço entre em vigor em nosso município. Por ser uma das situações mais complexas e emergenciais, já que possuem a deficiência auditiva ou muitas vezes a visual e dependem de informação, orientação e participação na sociedade", diz Bandeira. 

Autobiografia
“Nasci em 1975. Minha mãe teve rubéola no quarto mês de gestação. E após meu nascimento, ela percebeu que eu não atendia ao chamado dela e, assim, com um ano e pouco, recebi o diagnóstico de perda auditiva profunda. Com um ano e meio comecei a usar aparelhos auditivos e ir a uma fonoaudióloga e com dois anos eu já estava ‘falando’.

Meu trabalho hoje é divulgar o que é ser uma deficiente auditiva com perda profunda, ser oralizada e, claro, oferecer maior motivação, interesse, credibilidade e incentivo no uso de aparelhos auditivos e na oralização precoce. Destaco a importância disso, pois sou formada em uma área que ainda hoje é um grande desafio, o jornalismo.

                              Cristina Bicudo, 38 anos, deficiente auditiva oralizada


Passei por uma situação difícil, que me levou a mudar de estilo de vida, ou seja, no tempo de faculdade eu sofri lesões nos nervos auditivos, provavelmente por causa da exposição a música alta em boate. Fui internada no Einstein e quase perdi esse ‘restinho’ da audição que possuía. Porém, consegui dar a volta por cima.

Morei dois anos e meio sozinha longe da família, em Curitiba (Paraná), onde consegui meu primeiro emprego numa fábrica de automóveis em 2005. Acabei voltando para minha cidade de origem que é São Paulo, em 2007.

Enfrentei diversas situações inusitadas e divertidas (e sei que ainda terei muitas pela frente).

As minhas primeiras palavras em inglês foram aos 5 anos, quando passei uma breve temporada nos EUA. E depois na adolescência, aprendi inglês na escola regular assim como qualquer outro aluno.

A fase mais difícil que enfrentei na minha vida foi justamente na minha adolescência.
Não era sempre que encontrava um garoto legal, que pudesse compreender o que eram aqueles ‘aparelhos auditivos’ que usava. Muitos se afastavam de mim por causa disso. E com o tempo, aprendi a fazer ‘seleção natural’, ou seja, não perdia tempo com esses que saíam da minha vida.

Acredito que a palavra ‘preconceito’ caminha junto com ‘falta de informação e/ou conhecimento’.
Portanto, sempre procuro me colocar no lugar da outra pessoa (não deficiente) e dou o primeiro passo, explicando quem ‘eu sou’.

Em relação aos obstáculos físicos que eu enfrento hoje, o maior deles é o SAC de uma empresa. Sei que existe telefone especial para deficiente auditivo, no entanto, dependendo do problema, fica difícil escrever, ou melhor, ‘descrever’ por escrito e fazer com que a empresa compreenda o defeito do produto.

E barreira, de verdade, senti mais na parte profissional, relacionada à Lei de Cotas.
O principal de tudo, mesmo com ótimos currículos ou aqueles que sofreram acidentes em fase adulta, têm que recomeçar da estaca zero na carreira (apenas para a empresa preencher a Lei de Cotas) e com salário reservado para esse tipo de contratação.

Por tudo isso foi que ‘nasceu’ a minha autobiografia, que em breve será lançada.

No meu livro, faço uso de uma abordagem vivencial, ao relatar situações em que se poderá perceber a minha peculiar maneira de ser e de encarar desafios.

Em vista de tudo isso, ressalto a importância de conhecer pessoalmente um deficiente auditivo, pois cada pessoa é diferente e única.”

Cristina Bicudo, 38 anos, deficiente auditiva oralizada


Referência: https://www.blogger.com/blogger

VOCABULÁRIOS EM LIBRAS: VÍDEOS


           Aprenda LIBRAS com eficiência e rapidez Lição 01


    
                                           

      Aprenda LIBRAS com eficiência e rapidez  Lição 02 

Referência: YouTube

 

CURIOSIDADES SOBRE LIBRAS






ABAIXO MAIS ALGUMAS CURIOSIDADES
  1. LIBRAS quer dizer Língua Brasileira de Sinais
  2. A legislação brasileira reconhece a LIBRAS como língua oficial do país (Lei 10.436/2002), juntamente com o PORTUGUÊS.
  3. LIBRAS é uma língua diferente do português, como o inglês, o francês e o japonês.
  4.  LIBRAS possui as suas características próprias de sintaxe, morfologia, semântica e contexto, como qualquer outra língua.
  5. Cada país possui a sua língua de sinais, por exemplo:
    1. EUA = ASL = American Sign Language
    2. França = LFS = Language Française de Signes
    3. Itália = LSI = Lingua di Segnale Italiana
  6. As línguas de sinais de cada país são totalmente diferentes umas das outras. Existem países que possuem dialetos da sua língua de sinais, inclusive o Brasil.
  7. Quem sabe PORTUGUÊS e LIBRAS é considerado bilíngue.
  8. A língua de sinais portuguesa, de Portugal, é diferente da LIBRAS. Um português surdo não consegue se comunicar com um brasileiro surdo, na língua de sinais.
  9. A maioria dos surdos não possui um entendimento claro do português escrito, pois sua língua materna é LIBRAS. É como alguém que aprende outra língua, mas não tem a oportunidade de praticá-la falando e ouvindo.
  10. Existe LIBRAS escrita. É uma escrita parecida com o português escrito, porém sem significado para quem não domina LIBRAS.
  11. É incorreto dizer que o surdo é analfabeto, pois ele é alfabetizado em LIBRAS.
  12. É incorreto dizer que o surdo é mudo. Ele não é mudo, apenas não aprendeu a falar o português.
  13. Existem aproximadamente 5.800.000 surdos no Brasil segundo o Censo IBGE 2000.
  14. Aproximadamente 30% dos surdos brasileiros não sabe ler português. Os restantes 70% sabem ler português mas não têm entendimento claro desta língua.
  15. Existem alguns surdos que aprenderam a falar através das vibrações vocais e a entender o que falamos através da leitura labial. São chamados de oralizados.
  16. Quem não é surdo é chamado de ouvinte.
  17. A legislação brasileira para acessibilidade de deficientes é uma das mais avançadas do mundo.
FIQUE SABENDO:

A legislação brasileira determina que os órgãos da administração pública, as empresas prestadoras de serviços públicos e as instituições financeiras deverão dispensar atendimento prioritário em LIBRAS para o deficiente auditivo (Decreto 5.296/2004)






Referência: http://blog.acessibilidade.bento.ifrs.edu.br/?p=36

INCLUSÃO DE SURDOS NA ESCOLA


A inclusão dos alunos surdos no ensino regular ainda causa controvérsia. Alguns acreditam que esses estudantes devem frequentar as escolas especializadas (escolas para surdos) até o final do ensino fundamental, para serem plenamente alfabetizados em Libras e em Língua Portuguesa. Outros preferem que eles sejam encaminhados para as escolas regulares em sistema de inclusão, tendo o convívio com os alunos ouvintes.

Percebe-se que a cada ano crescem as matrículas de alunos com algum tipo de deficiência (inclusive surdez) nas classes do ensino regular. É preciso que essa inclusão seja eficaz e assegure a aprendizagem.

A inclusão de surdos tem como meta colocar a criança em condições sociais de interação com os ouvintes, explorando ao máximo suas condições sócio-cognitivas para o acesso aos bens culturais.

Os professores ainda estão inseguros e não sabem como atender os alunos surdos.

Alguns itens são indispensáveis para o desenvolvimento e a aprendizagem:


- Capacitação dos professores: apropriando-se de métodos e técnicas adequadas para realizar um bom trabalho.
- Elaboração de currículo que atenda as especificidades desses alunos
- Acompanhamento do aluno, do trabalho pedagógico, participação da família e equipe multidisciplinar como: psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo
- Contratação de profissionais como: intérprete de Libras, professor itinerante.
- Criação de cursos de Libras.

Acredita-se que em algumas instituições as condições mínimas de acesso e permanência já existam, porém, num país com tantos contrastes, sabemos que uma porcentagem significativa ainda não se preparou para receber esses alunos. As mudanças precisam considerar principalmente a diferença linguística.

Não basta admitir o aluno, é necessário pensar na permanência, no aprendizado, na integração com o grupo, nas suas avaliações (que devem refletir a aquisição de conhecimentos dentro do seu perfil e das suas características).
Ainda existem muitas dúvidas quanto a forma de ensinar, de avaliar, conduzir o processo. O professor é preparado para atuar como uma criança "ouvinte". O ambiente já está preparado para receber as crianças que ouvem e falam. Todo o material terá sido escolhido para este tipo de população, que é maioria.

Os professores, sem exceção, devem aceitar as diferenças individuais de cada criança. Não há mais espaço para preconceito e desinformação, abandonando a ideia de que a criança surda não é capaz de aprender porque não oraliza como as demais.

Os alunos surdos são plenamente capazes, se dadas as condições ideias para sua aprendizagem. A questão do uso de uma língua de sinais não pode ser um entrave para sua escolarização e formação de cidadão.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO
http://www.portaleducacao.com.br/