A inclusão dos alunos surdos no ensino regular ainda causa controvérsia. Alguns acreditam que esses estudantes devem frequentar as escolas especializadas (escolas para surdos) até o final do ensino fundamental, para serem plenamente alfabetizados em Libras e em Língua Portuguesa. Outros preferem que eles sejam encaminhados para as escolas regulares em sistema de inclusão, tendo o convívio com os alunos ouvintes.
Percebe-se que a cada ano crescem as matrículas de alunos com algum tipo de deficiência (inclusive surdez) nas classes do ensino regular. É preciso que essa inclusão seja eficaz e assegure a aprendizagem.
A inclusão de surdos tem como meta colocar a criança em condições sociais de interação com os ouvintes, explorando ao máximo suas condições sócio-cognitivas para o acesso aos bens culturais.
Os professores ainda estão inseguros e não sabem como atender os alunos surdos.
Alguns itens são indispensáveis para o desenvolvimento e a aprendizagem:
- Capacitação dos professores: apropriando-se de métodos e técnicas adequadas para realizar um bom trabalho.
- Elaboração de currículo que atenda as especificidades desses alunos
- Acompanhamento do aluno, do trabalho pedagógico, participação da família e equipe multidisciplinar como: psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo
- Contratação de profissionais como: intérprete de Libras, professor itinerante.
- Criação de cursos de Libras.
Acredita-se que em algumas instituições as condições mínimas de acesso e permanência já existam, porém, num país com tantos contrastes, sabemos que uma porcentagem significativa ainda não se preparou para receber esses alunos. As mudanças precisam considerar principalmente a diferença linguística.
Não basta admitir o aluno, é necessário pensar na permanência, no aprendizado, na integração com o grupo, nas suas avaliações (que devem refletir a aquisição de conhecimentos dentro do seu perfil e das suas características).
Ainda existem muitas dúvidas quanto a forma de ensinar, de avaliar, conduzir o processo. O professor é preparado para atuar como uma criança "ouvinte". O ambiente já está preparado para receber as crianças que ouvem e falam. Todo o material terá sido escolhido para este tipo de população, que é maioria.
Os professores, sem exceção, devem aceitar as diferenças individuais de cada criança. Não há mais espaço para preconceito e desinformação, abandonando a ideia de que a criança surda não é capaz de aprender porque não oraliza como as demais.
Os alunos surdos são plenamente capazes, se dadas as condições ideias para sua aprendizagem. A questão do uso de uma língua de sinais não pode ser um entrave para sua escolarização e formação de cidadão.

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